SALOMÃO JÚLIO MANHIÇA

Infância e escolarização
Salomão Júlio Manhiça nasceu em Calanga, Distrito da Manhiça, Província de Maputo, em 1950, onde passou a infância a apascentar os cabritos do pai.
Foi na sua terra natal que fez a 3ª classe rudimentar. Depois disso foi para Lourenço Marques, hoje Maputo, para fazer a 3ª classe elementar e a 4ª classe.
Por ser bom aluno, uma das suas professoras e mentoras, uma freira, propôs-lhe que ingressasse no seminário, para ser padre, o que ele aceitou, dadas as dificuldades que teria para continuar os seus estudos no ensino secundário, uma vez que os seus pais não tinham possibilidades de custear os seus estudos secundários.
Frequentou os seminários Menores de Magude e de Cristo da Namaacha, para o ensino secundário, tendo então aprendido a tocar piano, e posteriormente, transitado para o Seminário Maior São Pio X em Maputo, para o ensino pré-universitário.
Ainda no seminário, foi activo na Igreja do Grémio no Xipamanine, onde era organista. Também marcou presença na Igreja da Malhangalene, onde actuou como organista e cantor.
Deixou o seminário ao iniciar o 2° ano de teologia, lançando-se no mercado de trabalho.

Estudos Superiores
Em 1972, rumou para Portugal para estudar direito na Universidade de Lisboa e música no Conservatório Nacional de Música de Lisboa. De ressaltar que nos exames de admissão à Faculdade de Direito foi o candidato que, em toda a Província de Moçambique, como então Moçambique era designada, obteve o melhor resultado. As duas disciplinas no exame eram Latim e Filosofia.
Em Lisboa, ao iniciar as aulas, foi chamado pelo Director da Faculdade de Direito que lhe apertou a mão sorridente, dizendo-lhe que, de todos os candidatos que se tinham submetido ao exame de admissão, nesse ano, em todo o Portugal, seja continental, insular e ultramarino, ele fora o melhor, o que, naturalmente, o encheu de orgulho.

Integração na FRELIMO
Com o golpe de Estado em Portugal a 25 de Abril de 1974, decidiu abandonar Portugal para se ir juntar à FRELIMO.
Salomão Manhiça achou muito interessante, na sua primeira reunião de guerrilheiros, de que ele passara a fazer parte, com o Presidente da FRELIMO, ao ver e ouvir “aquelas canções revolucionárias” cantadas. Isso deixou-o “absolutamente maravilhado”. Achou impressionante o hábito de se cantar durante o treino militar, como ele próprio pôde mais tarde constatar.
Com a sua bagagem de formação científica, em música, Salomão Manhiça compôs algumas das músicas da FRELIMO:
– A Unidade do Nosso Povo
– Hino da Mulher Moçambicana
– Exaltemos Mondlane
Ele relata ter escrito “A Unidade do Nosso Povo” ainda na Argélia, no seu trajecto de Lisboa para Dar Es Salaam, onde a FRELIMO estava baseada, tendo-a melhorado, após a sua chegada, a Nachingwea.
Fez também o arranjo e harmonização para vozes de muitas canções da FRELIMO.
Tendo criado o Coral das Forças Populares de Libertação de Moçambique, foi-lhe gratificante que a primeira audição do Coral no Centro de Preparação da FRELIMO, pelo Presidente da FRELIMO, foi na companhia do Presidente da República Unida da Tanzania, Julius Nyerere e do Presidente da Zâmbia, Keneth Kaunda.
Salomão Manhiça interpreta o seu sucesso na criação do Coral, como resultado da sua formação em música adquirida no seminário, por um lado, e da sua frequência do Conservatório Nacional de Música que ele teve, em paralelo à frequência do curso de direito, por outro lado.
Com o regresso a Moçambique em Junho de 1975, Salomão Manhiça participou nos festejos de proclamação da independência, envolvido no Coral das Forças Populares de Libertação de Moçambique e no Grupo Cénico das Forças Populares de Libertação de Moçambique, com actividades teatrais e música, encetadas pelos guerrilheiros da FRELIMO, de que ele era parte integrante.

Cultura: Como Militar e no Aparelho de Estado
Após a proclamação da independência nacional, Salomão Manhiça foi colocado no Estado-Maior das Forças Populares de Libertação de Moçambique na área da cultura.
Salomão Manhiça fez parte da comissão de teatro criada em 1976 pelo Ministro da Educação e Cultura e foi um dos primeiros quadros a integrar o Instituto Nacional de Cultura. Foi convidado à Reunião Nacional de Cultura em Julho 1977, reunião que fez recomendações para a acção cultural a nível nacional e decidiu sobre as actividades a realizar em relação ao canto, dança, teatro, poesia, literatura, artesanato, artes plásticas, promoção da leitura, preservação da tradição oral e promoção de museus, casas de cultura, grupos culturais nos bairros, nas fábricas e nas aldeias comunais.
Como Director Nacional de Cultura, posição para que foi nomeado em Dezembro de 1977, Salomão Manhiça geria o Serviço Nacional de Museus, incluindo os museus dele dependentes, o Instituto Nacional de Cultura e o Serviço Nacional de Bibliotecas.
Depois de uma passagem pelo Ministério da Justiça como Chefe do Gabinete, foi nomeado Director Nacional de Cultura pelo Ministro da Educação e Cultura, em 1977. Em 1983, a sua função passou a ser Director Nacional de Acção Cultural, funções que exerceu até 1987.
Como Director Nacional de Cultura, posição para que foi nomeado em Dezembro de 1977, Salomão Manhiça geria o Serviço Nacional de Museus, incluindo os museus dele dependentes, o Instituto Nacional de Cultura e o Serviço Nacional de Bibliotecas.
Como Director Nacional de Cultura, Salomão Manhiça esteve na orientação do primeiro Festival Nacional de Dança Popular em 1978, centro dos mais significativos depoimentos vividos como manifestações expressivas jamais vividas no País e considerado o evento mais importante do ano.
A realização do Festival Nacional de Dança serviu de base para a criação do Grupo Nacional de Canto e Dança em 1979.
Também foi sob a sua orientação que o primeiro Festival da Canção e Música Tradicional teve lugar em 1980.

Legenda: Um docente com o bebé de uma estudante às costas, para que ela pudesse fazer o exame

O Hino do Professor é da sua autoria, tendo sido composto quando ele já exercia funções de Director Nacional, sabendo encontrar o tempo para a sua actividade como compositor.

Funções de Direcção e Chefia
A partir da independência nacional, deixando de estar somente no mundo da música, foram-lhe atribuídas novas responsabilidades.
1976 -1977 –  Chefe do Gabinete do Ministro, Ministério de Justiça.
1977 – 1983 – Director Nacional de Cultura, Ministério de Educação e Cultura.
1983 -1987 – Director Nacional de Acção Cultural, Secretaria de Estado da Cultura e, mais tarde, do Ministério da Cultura.
1993 – 1994 – Secretário Geral, Ministério da Cultura e Juventude.
1994 -1997 – Vice-Ministro da Cultura, Juventude e Desportos.
1997 – 1998 – Leitor e Consultor, Universidade Eduardo Mondlane.
1998 -2000 – Gestor Sénior Responsável pelas Tecnologias de Informação e Comunicação e Relações Públicas, PNUD Moçambique.
1998 – 2002 – Secretário Executivo, Comissão para a Política de Informática.
2002 – 2011 – Secretário Executivo, Unidade Técnica de Implementação da Política de Informática (UTICT).
2003 – 2009 – Presidente do Conselho de Administração, Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM), a autoridade reguladora dos sectores postal e de telecomunicações.
2006 – 2012 – Professor, Escola de Comunicação e Artes, Universidade Eduardo Mondlane.
2008 – 2009 – Presidente, Commonwealth Connects Steering Committee (com sede em Londres).
2011 – 2013 – Director, Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC).

Educação
1957 – 1960 – Escola Santa Teresinha do Menino Jesus de Marrumbana, Calanga, na Manhiça, 1ª e 2ª classes e 3ª classe rudimentar.
1960 – 1962 – Escola São João de Brito (hoje conhecida como Escola Primária da Malhangalene), 3ª classe elementar e 4ª classe.
1962 – 1963 – Seminário Menor de Magude, 1º ano.
1963 -1967 – Seminário Menor de Cristo Rei de Namaacha, 2º até ao 5º ano.
1967 – 1971 – Seminário Maior de São Pio X, três anos do curso de filosofia ao nível de ensino médio mais um ano pré-universitário no curso de teologia.
1972 – 1974 – Faculdade de Direito, Universidade de Lisboa, e Conservatório Nacional de Música de Lisboa, Portugal.
1991 – M.A., Etnomusicologia, Universidade de Washington, Seattle, EUA.
1992 – Ph.D. (ABD), Etnomusicologia, Universidade de Washington, Seattle, EUA.

Formação Musical
Partiu para os EUA, em 1988, para fazer o mestrado em Música, na Faculdade de Música da Universidade de Washington, em Seattle, dando-lhe o grau de “Master of Arts” em etnomusicologia.


Graças ao seu excepcional desempenho no mestrado, a sua bolsa foi estendida a fim de lhe dar acesso ao programa de doutoramento, cuja parte escolar ele veio a concluir em 1992, ficando a faltar a dissertação, que ele pretendia escrever em Moçambique, após o seu regresso em 1992.


Membro do Governo
Em 1994 , foi nomeado Vice Ministro da Cultura, Juventude e Desportos.

Autor do Hino Nacional Pátria Amada
Em 2002 a sua proposta de Hino Nacional, elaborada anos antes, foi acolhida e aprovada pela Assembleia da República.

Fluência Linguística
Um poliglota consumado, falava Xirhonga, Xichangana, Português, Inglês, Francês, Espanhol, Kiswahili, para além de conhecimento de Latim e Grego.

Conturbado Processo do Hino Nacional Patria Amada
Em 1998, mandatado pela Assembleia da República, Salomão Manhiça elaborou o regulamento do concurso de revisão do Hino Nacional. Contudo, as três propostas seleccionadas pelo júri, de entre as 35 recebidas, não satisfizeram a Assembleia da República, tendo sido rejeitadas.
Lançado novo concurso, em 1999, o júri decidiu juntar às 21 propostas recebidas, quatro das cinco propostas elaboradas em 1982, vindo a constatar que as novas propostas eram de qualidade inferior às do concurso inicial, no ano precedente, sendo as três melhores três das que foram elaboradas em 1982.
Será útil referir:
– as propostas de 1982 surgiram quando o Presidente Samora Machel confinou 5 poetas e 3 músicos, um dos quais Salomão Manhiça, na Matola com a instrução de produção de um novo Hino Nacional e de um novo Hino do Partido FRELIMO. Foram elaboradas cinco propostas, não tendo havido alguma decisão sobre as mesmas;
– Salomão Manhiça não concorreu nem no primeiro concurso, em 1998, nem no segundo concurso em 1999, por ter sido o autor dos termos de referência do concurso, o que seria um conflito de interesse;
– o processo não foi concluído por ter terminado o mandato do júri, em Junho de 1999, e estarem eminentes as eleições para novos deputados e os deputados da Assembleia da República em funções estarem em fim de mandato, estando as eleições marcadas para Dezembro de 1999.
Na legislatura seguinte, o novo júri recomendou a adopção da versão do hino que já fora recomendada ao Presidente Samora Machel, da autoria de Salomão Manhiça mas sobre a qual não tinha havido decisão.


Estranhamente, apesar de esta versão do hino estar devidamente assinada pelo autor da música e da letra, Salomão Manhiça em ambos os casos, a publicação da lei de adopção do novo Hino Nacional omitiu o nome do autor, como era de direito, removendo-o da partitura, a despeito de, nos termos da lei, ser imperiosa a indicação quer do autor da música quer do autor da letra.
Clamando pelo reconhecimento da sua obra, já adoptada como Hino Nacional, Salomão Manhiça iniciou logo, em 2002, apelos à Assembleia da República, com vista à sua correcção.
Decorreu mais de uma década para o parlamento proceder à emenda, com inúmeros depoimentos ou esclarecimentos, incluindo dele próprio, até que a Assembleia da República deliberou sobre o Projecto de Lei de Revisão Pontual da Lei n° 13/2002, de 3 de Maio, que aprova a letra e a música do Hino Nacional, Pátria Amada, a 22 de Maio de 2013, afirmando que:
O Autor do Hino Nacional, Pátria Amada, é de facto e de jure, o Doutor Salomão Júlio Manhiça.


Malgrado o seu empenho e perseverança, uma longa lista de apelos escritos à Assembleia da República, o reconhecimento foi tardio pois Salomão Manhiça estava inconsciente no seu leito de morte, não tendo tido conhecimento da decisão da Assembleia da República, vindo a falecer nesse mesmo dia, 22 de Maio de 2013.

 
Cursos Especiais e Certificados
1992 – Seminários de Formação em Microsoft Windows e Office na Microsoft Corporation, Redmond, Washington, EUA.
1994 – Certificado de Administração Pública conferido pela National Personnel Authority (NPA), Tóquio, Japão, patrocinado pela Agência Japonesa para cooperação Internacional (JICA).
1995 – Certificado para formação e assistência técnica para Microsoft Windows 95 na Microsoft África do Sul.
1995 – Certificado para o ensino de Microsoft Office Professional in Dimension Data, na República da África do Sul.
1999 – Certificado de Oficial Principal de Informação (CIO) e de Relações Públicas (PAO) patrocinado pelo Programa de Desenvolvimento (PNUD), Gaborone, Botswana.
2002 – Certificado de Gestão Estratégica de Informação patrocinado pela Agência Canadiana de Desenvolvimento Internacional (CIDA), Otawa, Canadá.
2006 – Curso sobre e-Government organizado pelo Canadian e-Policy Resource Centre (CePRC) e Fundo do Canadá para África, Otawa, Canadá.
2007 – Certificado de participação no curso de Jnfrastructure Development Policies for National Informatization organizado pela Universidade de Informação e Comunição e pelo Ministério de Informação e Comunicação da Coreia.
2011 – Curso de Políticas de Informática para Oficiais Seniores (IPPSO) pela Universidade de Informação e Comunicações (ICU) Seoul e Daejeon, Coreia do Sul.

Filiação em Associações Cívicas e Profissionais
– Associação dos Músicos Moçambicanos (AMMO).
– Comité Nacional de Bioética para Saúde.
– Rotary Clube de Maputo (ex-Presidente) e Rotary Intemational Sociedade de Etnomusicologia (SEM).
– Associação dos Antigos Estudantes da Universidade de Washington (UWAA).
– Associação Moçambicana de Audiovisuais e Software (AMAS).
– Media Institute of Southern Africa, Mozambique Chapter (MISA).

Responsabilidades Suplementares
– Presidente do Connects Steering Committee da Commonwealth, em Londres.
– Membro do Painel de Alto Nível de Conselheiros na Aliança Global para Tecnologias de Informação e Comunicação para o Desenvolvimento.
– Membro do Conselho de Administração do United Nations ICT TaskForce.
– Membro do African Technical Advisory Committee (ATAC) da Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA).

Prémios e Reconhecimentos
1979 – Medalha de Nachingwea conferida pelo Parlamento da República de Moçambique aos que prestaram contribuições excepcionais nas áreas de arte, cultura, desporto, educação e ciência.
2004 – Certificado de Mérito pela sua colaboração e desempenho ao longo de 25 anos da existência da Companhia Nacional de Canto e Dança. Assinado pelo Presidente Joaquim Alberto Chissano.
2004 – Certificado de Membro Honorário da Companhia Nacional de Canto e Dança em reconhecimento da sua contribuição e apoio no desenvolvimento institucional ao longo dos 25 anos. Assinado por David Abílio Mondlane.
2005 – Diploma de Honra pela sua valiosa contribuição no processo da construção do Estado Moçambicano, na manutenção e consolidação da paz, democracia e estabilidade e no desenvolvimento económico, social e cultural do país, no período em que serviu como membro do Governo da República de Moçambique, Assinado pelo Presidente Joaquim Alberto Chissano.
2008 – Diploma de Honra em reconhecimento pela dedicação e apoio em prol do desenvolvimento das três escolas nacionais: Escola Nacional de Artes Visuais, Dança e Música.
2009 – Diploma de Honra em reconhecimento do seu apoio ao desenvolvimento da Companhia Nacional de Canto e Dança. Assinado pelo Presidente Joaquim Alberto Chissano.
2011 – Primeira Medalha da Arctel-CPLP pelo empenho e contributo para a criação e desenvolvimento da Associação Arctel e ao sector das comunicações em geral.
2012 – Diploma de Honra em reconhecimento do contributo que deu na promoção e desenvolvimento das artes e cultura moçambicanas.
2014 – Medalha de Mérito Artes e Letras (a título póstumo) em reconhecimento de serviços de grande relevo prestados para o desenvolvimento e consolidação da Nação Moçambicana. Assinado pelo Presidente Armando Emílio Guebuza.
2014 – “Prémio Carreira” da Moztech (a título póstumo) pelo seu papel no desenvolvimento das tecnologias, em particular na consolidação do INCM.
2016 – Diploma de Mérito, em reconhecimento à sua contribuição para a criação do Curso de Música, Escola de Comunicação e Artes.
2016 – Atribuição do nome ao auditório do INCM – Auditório Salomão Júlio Manhiça

Legenda: Eurídice, filha mais velha de Salomão Manhiça, junto à placa de atribuição do nome do pai, ao auditório do INCM, no qual o pai foi o primeiro Presidente do Conselho de Administração


Publicações
– Chivavi, Z. e Manhiça, S., organizadores. 2008. Canções e Hinos Revolucionários. Compilação de 26 canções feita por ocasião das comemorações do 40º aniversário do II Congresso da FRELIMO. Grupo Coral dos Combatentes, Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional.
– Lal, B; Gaumer, G; e Manhiça, S. 1999. Information and communication technologies for improved governance in Africa. Relatório temático para o 1º African Development Forum. Addis Ababa: UN ECA, http://repository.uneca.org/ bitstream/handle/10855/5633/Bib-43274.pdf?sequence=1.
Versão francesa: http://repository.uneca.org/bitstream/handle/10855/1761/Bib-13295.pdf?sequence=1.
– Manhiça, S. 1991a. Popular Culture and Revolution in Mozambique: The Cultural Dynamics of a Political Process. [Trabalho de diploma de mestrado]. Seattle: University of Washington.
—. 1991b. Gidunu, Mbira Tune and Sobashtya: African Music through Transcription and Analysis. Relatório submetido no curso de mestrado de artes, Universidade de Washington, Seattle.
— 1992. Africa in the Computer Age: Thoughts and reflections on a changing world. Relatório de pesquisa não publicado, Universidade de Washington, Seattle.
— 1996. Um hino nacional para todos nós: Um ponto de vista. Resumo do artigo apresentado no seminário sobre “A Revisão da Constituição, Hino, Bandeira e Símbolos Nacionais: Uma Etapa na Consolidação da Democracia em Moçambique”, organizado pela mediaCOOP, Jornalistas Associados, SCRL.
— 2002. Ainda a polémica em torno do novo Hino Nacional (1). Notícias, 6 de Agosto.
— 2011a. Pondo os pontos nos “i”. Zambeze, 30 de Junho.
— 2011b. Ainda sobre quem é o autor do Hino Nacional. Zambeze, 7 de Julho.
— 2011c. Ainda sobre quem é o autor do Hino Nacional. Zambeze, 14 de Julho.
– Massey, R. e Manhiça S. 1999. UNDP and Mozambique: On the Move. Maputo: UNDP.
– Manhiça, S. 2019. Retalhos da Minha Vida – Autobiografia e Testemunhos

Morte
Embora a sua jornada tenha terminado a 22 de Maio de 2013, após uma corajosa batalha contra o cancro, a essência de quem ele foi permanece viva. Foi um homem de uma humildade rara e gostos simples, um pilar dedicado que viveu inteiramente para a sua família e para o serviço ao próximo. O seu legado de bondade e força silenciosa perdura através da sua viúva e dos seus três filhos, servindo como um testemunho eterno de uma vida definida não pela sua duração, mas pela profundidade do amor que deixou para trás.


Nota Final e Agradecimento
Esta publicação só é possível com o apoio que tive da família de Salomão Júlio Manhiça, na disponibilização de documentação de material escrito e fotográfico.
O meu muito obrigado à Arminda, esposa, e Eurídice e Tânia, filhas, que me prestaram todo o apoio que solicitei na verificação do texto, para que este fielmente reflectisse a pessoa do nosso querido compatriota Salomão Júlio Manhiça.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *